17/03/2006
Boa Sorte
Vais ver que não custa nada. Vai correr tudo bem e não vai doer. Não te esqueças que estou a torcer por ti. Um Beijo Grande
16/03/2006
Nova Incursão Cinematográfica
Depois de um ligeiro interregno, voltei ao cinema, para ver um filme cuja apresentação me fazia esperar alguma coisa. Pois a verdade, é que a apresentação chega para saber tudo. Classificação:
- Capote - * (Enfadonho)
Claro que o actor principal faz um bom papel e com aquela vozinha o Óscar até não me parece mal entregue, mas eu acho que ele só ganhou porque conseguiu aguentar o filme todo sem adormecer. Ao contrário de mim e da minha amiga que fomos dormindo à vez e acordando sempre na esperança que alguma coisa acontecesse. Mas não...
A única coisa emocionante foram as duas senhoras que nos perseguiam (ou não), desde jantar na mesa ao nosso lado, ir ver o mesmo filme (além de nós e elas, apenas estava mais um casal), descer no mesmo elevador, etc. Parecia que ia chegar a casa e elas lá iam estar. Mas afinal não, e ainda bem, porque o Abominável não ia gostar nada da brincadeira.
- Capote - * (Enfadonho)
Claro que o actor principal faz um bom papel e com aquela vozinha o Óscar até não me parece mal entregue, mas eu acho que ele só ganhou porque conseguiu aguentar o filme todo sem adormecer. Ao contrário de mim e da minha amiga que fomos dormindo à vez e acordando sempre na esperança que alguma coisa acontecesse. Mas não...
A única coisa emocionante foram as duas senhoras que nos perseguiam (ou não), desde jantar na mesa ao nosso lado, ir ver o mesmo filme (além de nós e elas, apenas estava mais um casal), descer no mesmo elevador, etc. Parecia que ia chegar a casa e elas lá iam estar. Mas afinal não, e ainda bem, porque o Abominável não ia gostar nada da brincadeira.
14/03/2006
Queixinhas
Bem, por este andar qualquer dia já perdi o direito a mandar aqui...
Sim, porque a artista convidada escreve mais palavras num post do que eu em duas semanas ;)
Mas eu estou mesmo sem tempo!!!
São as 532 reuniões, e as reuniões de preparação dessas reuniões, e as apresentações, e sei lá mais o quê!
Enfim! Prometo dedicar um pouco mais de tempo assim que puder.
Sim, porque a artista convidada escreve mais palavras num post do que eu em duas semanas ;)
Mas eu estou mesmo sem tempo!!!
São as 532 reuniões, e as reuniões de preparação dessas reuniões, e as apresentações, e sei lá mais o quê!
Enfim! Prometo dedicar um pouco mais de tempo assim que puder.
13/03/2006
(Des) Treza na Escrita - “Um Vizinho do Pior : O Regresso”
É verdade. Ele voltou! Ou melhor, ele nunca se tinha ido embora porque continua a morar na cave direita, mesmo ao lado do herói da nossa história. Chamemos-lhe Charlie. ( ao nosso heroi, claro, não ao nosso vilão! )
Os dias começavam a passar pela vida de Charlie calmos como as águas de um lago. Entrava e saía de casa sem qualquer tipo de cena perturbadora. E por isso mesmo achou que tinha chegado a altura de convidar uns familiares e amigos para conhecer o seu novo lar, tão bonito e tão bem decorado!!! ( ouvi dizer que a namorada do rapaz tem um bom gosto extraordinário e um sentido estético fora do vulgar! )
Começa então a aventura! Tornava-se necessário abastecer o bar lá de casa e por isso mesmo, no seu dia de aniversário, o destemido Charlie resolve encarar de frente um hipermercado daqueles onde nunca vai ninguém... ora muito bem: temos vinho tinto, vinho branco, vinho verde, vinho de reserva, vinho de sabe-se lá mais o quê, whiskys, vodka (daquela especial de corrida para aquela amiga que também é especial de corrida), rum, água ardente XO (extra old, para aqueles que não conhecem a sigla), licores, sumos de vários sabores, água tónica, aperitivos, queijos e enchidos e... VOILÁ, a receita perfeita para ter uma paragem cardíaca na caixa registadora!! O Charlie e a sua parceira respiram fundo e tentam conter o riso nervoso que lhes sobe desde os pés até à cabeça. Coragem... é tudo uma questão de coragem! Ele puxa do cartão multibanco e quase de olhos fechados lá marca o código secreto na esperança que haja um erro técnico abençoado e o dinheiro seja debitado na conta de um desgraçado qualquer em Carrazeda de Anciães. Bem, é dia de festa, por isso que se lixe a taça!!
O Charlie está tão contente que até tirou o dia de folga. E pelo meio de outras compras e afins lá chegaram a casa, com os minutos contados para fazer o jantar para 10 pessoas!! Só lhe faltava mesmo ir buscar o bolo de aniversário enquanto a sua miúda tomava as rédeas da cozinha. Tudo iria correr bem, bastava manter a concentração e tentar não gritar à primeira contrariedade... Afinal, que raio poderia acontecer com um simples bacalhau com natas??? TRIMM...TRIMM... “Arô?”, “Tou Charlie... huuumm... se calhar é melhor trazeres uns frangos assados...”!!! Ok, para a próxima já sabiam que tinham que comprar o dobro da quantidade dos ingredientes. Nada de grave!!! Inspira... Expira... Inspira...
Estavam ambos nervosos, mas no fim de contas toda a gente acaba por elogiar o petisco e a casa, claro!!! Depois de jantar chegam os amigos mais chegados e fica-se para uns copos e dois dedos de conversa, e como o Charlie é anti-fumo vai tudo recambiado para a cozinha, bem para o pé da janela onde faz um frio do caraças, que é para ver se perdem a vontade dos fuminhos!!! Mai nada!
Umas gargalhadas, umas vozes mais altas e pronto! Chega à meia noite e vai tudo para casa, para não acontecer como na Cinderela e ficar tudo transformado em abóbora! (onde é que eu já ouvi isto????)
Os dias continuaram a passar e no prédio tudo continuava calmo. Estranho!!! Quando a esmola é muita o santo desconfia!
Umas semanas depois lá volta a estar a turma dos fuminhos na cozinha do Charlie e nesse dia os copos encheram-se mais do que uma vez e por isso as gargalhas soaram um pouquito mais alto e desta vez foram até à 1h da manhã. E pronto, depois disso, lá sairam as abóboras todas em filinha pela porta e cada uma seguiu para o seu lar sem grandes confusões na escada! (sabem, é que as abóboras são muito bem comportadas!!)
Dois dias depois, o nosso heroi chega a casa e vai à caixa do correio como sempre faz e para além da correspondência habitual que costuma lá estar, mais a correspondência interminável da antiga proprietária da casa (xiça, aquela mulher assinava tudo e mais alguma coisa!!), estava também um conjuntinho de folhas muito bem dobradinhas que lhe suscitou alguma curiosidade.
Expectante, abre e... MAS QUE C****** É ESTA M****?!?!?!?!?!?
( música de Hitchcock no ar... suspense muito suspense no ar....)
Era nada mais nada menos que uma limpinha impressão do Diário da República com o Decreto de Lei sobre a poluição sonora em espaços como habitações com vizinhança!!!! E o mais bonito de tudo era o facto do depositário de tais folhas se ter dado ao trabalho de sublinhar as alíneas que achava importante serem lidas!! E não sublinhou com uma cor qualquer... sublinhou a caneta azul! (seria uma boca implícita aos gritos esporádicos “POOOOOOORTO!!! É GOOOOOLO!!”. Note-se que eu disse esporádicos, muuuuito esporádicos!!)
Era um facto irrefutável. O Vizinho do Pior estava de volta!!!
Só podia ter sido ele o autor de tal cobarde e anónima acção! Charlie estava roxo de raiva!! É que agora que finalmente o gajo lhe tinha largado o tapete, começa a meter-lhe as patas na caixa do correio!
Raios partam o homem!!!!
Ainda em estado de transe com as folhinhas na mão, confronta a namorada com elas. O riso é incontrolável! Também ela não podia acreditar em tal episódio hilariante!! “ Mas porque raio é que o homem não bate lá à porta e diz que o barulho o incomodou???” pergunta ela sem saber mais o que dizer!! Realmente os sons para além das 22h tinham acontecido somente duas vezes e o homenzinho teria poupado papel e tinteiros se tivesse dado um toque lá em casa! Mas não! Se assim fosse esta história não teria acontecido e eu não teria o que escrever. Obrigadinha, Figueiredo! És um bacano!
Nos dias que se seguiram, a namorada do Charlie sai para ir pôr o lixo e depara-se cara a cara com o desvairado da frente a sair da arrecadação, cheio de lenha nos braços! (musiquinha de terror outra vez) Medo... muito medo!! Cordialmente e sem aceder a provocações a rapariga diz “Boa noite!”. E... nada! O homem vira-se de costas para ela e desata a fugir para dentro de casa sem sequer responder! Caramba, assim uma miúda ofende-se! Quer-se dizer, uma gaja produz-se, dá o seu best para estar super fashion e o gajo foge como se ela parecesse a Lili Caneças acabada de acordar! Tá mal, tá muuuuito mal!
Noutra vez, estava ela a sair de casa dentro do carro, qd chega o careca mal encarado, que estaciona ao lado dela, desliga o carro e fica lá dentro, parado, a olhar para ontem sem se mexer. Obviamente, a moça trancou as portas e olhou para o relógio que marcava 18h20m, para poder controlar a situação. O seu carro não pegava e ela só queria sair dali com vida. Assim que batem as 18h30m, o homem sai do carro e entra no prédio sem sequer lhe dizer nem ai nem ui.
A realidade era assim nua e crua: o Charlie tinha um vizinho verdadeiramente psicopata!
Restava-lhe agora dar pequenos pontapés no tapete de entrada do homem, de cada vez que passava no hall. Era a única coisa que lhe ocorria fazer para irritar o doido!
Tanto bairro, tanto prédio e tanta casa que praí anda e o Psicopata de Massamá tinha que viver logo ali!
Charlie tinha sido derrotado numa batalha, mas nem tudo estava perdido... ainda!
Próximo passo a tomar: comprar um amplificador potente para moer o juízo ao Figueiredo!!!
A guerra estava oficialmente aberta.
Tété
( 07 Março 2006)
Os dias começavam a passar pela vida de Charlie calmos como as águas de um lago. Entrava e saía de casa sem qualquer tipo de cena perturbadora. E por isso mesmo achou que tinha chegado a altura de convidar uns familiares e amigos para conhecer o seu novo lar, tão bonito e tão bem decorado!!! ( ouvi dizer que a namorada do rapaz tem um bom gosto extraordinário e um sentido estético fora do vulgar! )
Começa então a aventura! Tornava-se necessário abastecer o bar lá de casa e por isso mesmo, no seu dia de aniversário, o destemido Charlie resolve encarar de frente um hipermercado daqueles onde nunca vai ninguém... ora muito bem: temos vinho tinto, vinho branco, vinho verde, vinho de reserva, vinho de sabe-se lá mais o quê, whiskys, vodka (daquela especial de corrida para aquela amiga que também é especial de corrida), rum, água ardente XO (extra old, para aqueles que não conhecem a sigla), licores, sumos de vários sabores, água tónica, aperitivos, queijos e enchidos e... VOILÁ, a receita perfeita para ter uma paragem cardíaca na caixa registadora!! O Charlie e a sua parceira respiram fundo e tentam conter o riso nervoso que lhes sobe desde os pés até à cabeça. Coragem... é tudo uma questão de coragem! Ele puxa do cartão multibanco e quase de olhos fechados lá marca o código secreto na esperança que haja um erro técnico abençoado e o dinheiro seja debitado na conta de um desgraçado qualquer em Carrazeda de Anciães. Bem, é dia de festa, por isso que se lixe a taça!!
O Charlie está tão contente que até tirou o dia de folga. E pelo meio de outras compras e afins lá chegaram a casa, com os minutos contados para fazer o jantar para 10 pessoas!! Só lhe faltava mesmo ir buscar o bolo de aniversário enquanto a sua miúda tomava as rédeas da cozinha. Tudo iria correr bem, bastava manter a concentração e tentar não gritar à primeira contrariedade... Afinal, que raio poderia acontecer com um simples bacalhau com natas??? TRIMM...TRIMM... “Arô?”, “Tou Charlie... huuumm... se calhar é melhor trazeres uns frangos assados...”!!! Ok, para a próxima já sabiam que tinham que comprar o dobro da quantidade dos ingredientes. Nada de grave!!! Inspira... Expira... Inspira...
Estavam ambos nervosos, mas no fim de contas toda a gente acaba por elogiar o petisco e a casa, claro!!! Depois de jantar chegam os amigos mais chegados e fica-se para uns copos e dois dedos de conversa, e como o Charlie é anti-fumo vai tudo recambiado para a cozinha, bem para o pé da janela onde faz um frio do caraças, que é para ver se perdem a vontade dos fuminhos!!! Mai nada!
Umas gargalhadas, umas vozes mais altas e pronto! Chega à meia noite e vai tudo para casa, para não acontecer como na Cinderela e ficar tudo transformado em abóbora! (onde é que eu já ouvi isto????)
Os dias continuaram a passar e no prédio tudo continuava calmo. Estranho!!! Quando a esmola é muita o santo desconfia!
Umas semanas depois lá volta a estar a turma dos fuminhos na cozinha do Charlie e nesse dia os copos encheram-se mais do que uma vez e por isso as gargalhas soaram um pouquito mais alto e desta vez foram até à 1h da manhã. E pronto, depois disso, lá sairam as abóboras todas em filinha pela porta e cada uma seguiu para o seu lar sem grandes confusões na escada! (sabem, é que as abóboras são muito bem comportadas!!)
Dois dias depois, o nosso heroi chega a casa e vai à caixa do correio como sempre faz e para além da correspondência habitual que costuma lá estar, mais a correspondência interminável da antiga proprietária da casa (xiça, aquela mulher assinava tudo e mais alguma coisa!!), estava também um conjuntinho de folhas muito bem dobradinhas que lhe suscitou alguma curiosidade.
Expectante, abre e... MAS QUE C****** É ESTA M****?!?!?!?!?!?
( música de Hitchcock no ar... suspense muito suspense no ar....)
Era nada mais nada menos que uma limpinha impressão do Diário da República com o Decreto de Lei sobre a poluição sonora em espaços como habitações com vizinhança!!!! E o mais bonito de tudo era o facto do depositário de tais folhas se ter dado ao trabalho de sublinhar as alíneas que achava importante serem lidas!! E não sublinhou com uma cor qualquer... sublinhou a caneta azul! (seria uma boca implícita aos gritos esporádicos “POOOOOOORTO!!! É GOOOOOLO!!”. Note-se que eu disse esporádicos, muuuuito esporádicos!!)
Era um facto irrefutável. O Vizinho do Pior estava de volta!!!
Só podia ter sido ele o autor de tal cobarde e anónima acção! Charlie estava roxo de raiva!! É que agora que finalmente o gajo lhe tinha largado o tapete, começa a meter-lhe as patas na caixa do correio!
Raios partam o homem!!!!
Ainda em estado de transe com as folhinhas na mão, confronta a namorada com elas. O riso é incontrolável! Também ela não podia acreditar em tal episódio hilariante!! “ Mas porque raio é que o homem não bate lá à porta e diz que o barulho o incomodou???” pergunta ela sem saber mais o que dizer!! Realmente os sons para além das 22h tinham acontecido somente duas vezes e o homenzinho teria poupado papel e tinteiros se tivesse dado um toque lá em casa! Mas não! Se assim fosse esta história não teria acontecido e eu não teria o que escrever. Obrigadinha, Figueiredo! És um bacano!
Nos dias que se seguiram, a namorada do Charlie sai para ir pôr o lixo e depara-se cara a cara com o desvairado da frente a sair da arrecadação, cheio de lenha nos braços! (musiquinha de terror outra vez) Medo... muito medo!! Cordialmente e sem aceder a provocações a rapariga diz “Boa noite!”. E... nada! O homem vira-se de costas para ela e desata a fugir para dentro de casa sem sequer responder! Caramba, assim uma miúda ofende-se! Quer-se dizer, uma gaja produz-se, dá o seu best para estar super fashion e o gajo foge como se ela parecesse a Lili Caneças acabada de acordar! Tá mal, tá muuuuito mal!
Noutra vez, estava ela a sair de casa dentro do carro, qd chega o careca mal encarado, que estaciona ao lado dela, desliga o carro e fica lá dentro, parado, a olhar para ontem sem se mexer. Obviamente, a moça trancou as portas e olhou para o relógio que marcava 18h20m, para poder controlar a situação. O seu carro não pegava e ela só queria sair dali com vida. Assim que batem as 18h30m, o homem sai do carro e entra no prédio sem sequer lhe dizer nem ai nem ui.
A realidade era assim nua e crua: o Charlie tinha um vizinho verdadeiramente psicopata!
Restava-lhe agora dar pequenos pontapés no tapete de entrada do homem, de cada vez que passava no hall. Era a única coisa que lhe ocorria fazer para irritar o doido!
Tanto bairro, tanto prédio e tanta casa que praí anda e o Psicopata de Massamá tinha que viver logo ali!
Charlie tinha sido derrotado numa batalha, mas nem tudo estava perdido... ainda!
Próximo passo a tomar: comprar um amplificador potente para moer o juízo ao Figueiredo!!!
A guerra estava oficialmente aberta.
Tété
( 07 Março 2006)
11/03/2006
09/03/2006
Restaurantes
Hoje foi o Assuka. Parece que estou a ficar mesmo viciada em japoneses. E já descobri o nome de uma coisa que comi da outra vez e que era horrível, é gengibre, para limpar a boca. Nojento. O que me parece é que tenho que ir sozinha porque não consigo viciar mais ninguém…
E descobri também um restaurante vegetariano (é verdade que também tenho ido a alguns) que tem um pacote de massagem seguida de jantar. Fiquei com vontade de experimentar muito brevemente. Não é barato. Mas deve ser muito muito bom. Não acham?
E descobri também um restaurante vegetariano (é verdade que também tenho ido a alguns) que tem um pacote de massagem seguida de jantar. Fiquei com vontade de experimentar muito brevemente. Não é barato. Mas deve ser muito muito bom. Não acham?
Ninguém Pára ...
… o BENFICA!
Ninguém pára o BENFICA!
E lá ganhámos aos campeões europeus, coisa pouca portanto.
Os Grandes são assim ;)
(post dedicado à Lampiona)
Ninguém pára o BENFICA!
E lá ganhámos aos campeões europeus, coisa pouca portanto.
Os Grandes são assim ;)
(post dedicado à Lampiona)
08/03/2006
Ser Mulher É ...
… ter a força para lutar
… chorar
… amar
… apoiar
… dar
… cuidar
… desejar
… tudo isto e muito mais.
Hoje e todos os dias.
… chorar
… amar
… apoiar
… dar
… cuidar
… desejar
… tudo isto e muito mais.
Hoje e todos os dias.
06/03/2006
Óscares
É verdade, sou viciada. Adoro ver a cerimónia toda (coisa que nunca consigo a não ser nas repetições), saber o que se passou, assistir às entregas e aos discursos.
O ano passado não gostei. Não gostei do apresentador, achei-o com um humor de mau gosto.
Este ano adorei e foi dos anos em que me consegui aguentar até mais tarde. É verdade que não vi os prémios principais mas vi grande parte da cerimónia e achei o apresentador fantástico, vi o George Clooney uma quantidade enorme de vezes e pois isso valeu a pena.
Quanto aos principais prémios aqui vão os meus comentários (se é que interessam a alguém):
- Melhor Filme – Crash -> ainda não vi mas está na minha lista há imenso tempo. Acredito que deva ser muito bom mas não sei se merecia o melhor filme.
- Melhor Realizador – Ang Lee -> vi o Brockeback Mountain e gostei bastante. Muito bem realizado e por isso merecido o Óscar.
- Melhor Actor Principal – Philip Seymour Hoffman -> não vi o Capote mas pelas apresentações que vi e pelos papéis que costuma fazer parece-me que mereceu.
- Melhor Actriz Principal – Reese Witherspoon -> está muitíssimo bem no Walk the Line e como ainda não vi o Transamerica concordo com o Óscar.
- Melhor Actor Secundário – George Clooney -> não vi o Syriana mas concordo inteiramente pois se um homem como ele consegui ficar com aquele aspecto horrével é porque é mesmo bom :)
- Melhor Actriz Secundária - Rachel Weisz -> adorei o Fiel Jardineiro e ela até está bem mas não sei se a escolheria. Escolheria talvez a mulher do Cowboy no Brockeback Mountain.
- Melhor Banda Sonora - Brockeback Mountain -> concordo plenamente porque é fantástica.
O ano passado não gostei. Não gostei do apresentador, achei-o com um humor de mau gosto.
Este ano adorei e foi dos anos em que me consegui aguentar até mais tarde. É verdade que não vi os prémios principais mas vi grande parte da cerimónia e achei o apresentador fantástico, vi o George Clooney uma quantidade enorme de vezes e pois isso valeu a pena.
Quanto aos principais prémios aqui vão os meus comentários (se é que interessam a alguém):
- Melhor Filme – Crash -> ainda não vi mas está na minha lista há imenso tempo. Acredito que deva ser muito bom mas não sei se merecia o melhor filme.
- Melhor Realizador – Ang Lee -> vi o Brockeback Mountain e gostei bastante. Muito bem realizado e por isso merecido o Óscar.
- Melhor Actor Principal – Philip Seymour Hoffman -> não vi o Capote mas pelas apresentações que vi e pelos papéis que costuma fazer parece-me que mereceu.
- Melhor Actriz Principal – Reese Witherspoon -> está muitíssimo bem no Walk the Line e como ainda não vi o Transamerica concordo com o Óscar.
- Melhor Actor Secundário – George Clooney -> não vi o Syriana mas concordo inteiramente pois se um homem como ele consegui ficar com aquele aspecto horrével é porque é mesmo bom :)
- Melhor Actriz Secundária - Rachel Weisz -> adorei o Fiel Jardineiro e ela até está bem mas não sei se a escolheria. Escolheria talvez a mulher do Cowboy no Brockeback Mountain.
- Melhor Banda Sonora - Brockeback Mountain -> concordo plenamente porque é fantástica.
03/03/2006
(Des) Treza na Escrita – “Mais vale tarde que nunca!”
I’M BACK TO THE WORLD!!!
É verdade, hoje em dia quem não tem internet está praticamente desligado do mundo!!! Pensar que um dia já fomos capazes de comunicar sem ela... velhos tempos, é o que é!
Mas agora voltei. Estou de novo a ganhar a vida com sexo!! Ah pois é!! Sexo é dinheiro, meus amigos. Eu que o diga, se não fosse o sexo, ao fim do mês não tinha como dar de comer aos meus filhos... ( ok, não tenho filhos! mas podia ter e depois como é que era, ein?!)
E aproveito já para apelar à vossa participação: todas as segundas feiras, em data ainda a anunciar, voltaremos a ter “AB...SEXO” na tv!
Convido-vos a ver esta segunda série, que de certo vai ser ainda mais apelativa que a primeira. E para os mais cépticos, encarem a coisa como sexo em grupo!!!!
E é higiénico, porque basta convidar uns amigos, fazer umas pipocas, tirar umas cervejinhas do frigorífico e já está!!! Uma hora inteirinha só de sexo é o que vos posso garantir!
E agora algo completamente diferente... O CARNAVAL!!!! ( se bem que para alguns também envolve sexo! )
Este ano deixei-me levar pelos contos infantis e vesti a pele de Capuchinho Vermelho e fui foliar para Torres Vedras. E não fui sozinha! Levei comigo uma freira, uma recruta, uma hippie, um frade, um outro hippie, um exorcista e um “homem lareira” (???).
Um regabofe dos diabos!!! Pena não termos tido nenhum momento kodak porque a única máquina fotográfica existente tinha tudo menos um cartão de memória, o que é sempre muito bom quando tentamos registar momentos como aquele das máscaras!!
Mas nem tudo estava perdido. Obrigada alta tecnologia por estares sempre connosco: TELEMÓVEIS 3G, AQUI ESTAMOS NÓS!!!
Em Torres há um pouco de tudo. Só não há mesmo é espaço, mas como era carnaval também ninguém levou a mal!
Admiro o rigor com que fazem todas aquelas máscaras hilariantes que vimos passar. Ele eram Noddys, soldadinhos de chumbo, Shreks e Fionas, M&M’s, polícias, ladrões, girafas, escoceses sem cuecas... enfim, um verdadeiro carnaval!!!
A parte chata é mesmo frio, ou não estivessem 3ºC bem puxadinhos!! Assim como assim, já me decidi: para o ano vou de Abominável Homem das Neves!!!
E depois temos os gajos que nesta altura do ano revelam a sua vontade escondida e ser gaja!!! E não fazem a coisa por pouco, calçam sapatinhos de salto alto e tudo e depois andam como se tivessem uma bola nívea daquelas da praia enfiada no meio das pernas! É um quadro lindo!
Mas há uma coisa que realmente me custa entender. Passo a explicar: se cá até nevou porque raio se insiste em ter umas rapariguitas do estilo roliças, enfiadas em biquinis das irmãs mais novas, com plumas e lantejoulas da loja do chinês, a dançar uma coisa que se parece com um corridinho mais rebolado ao som de samba???
Costuma dizer-se que “cada macaco no seu galho”, certo?! E para quem ainda não percebeu, não estamos no Brasil, boa!!!! E há coisas que fora do contexto se tornam ridículas e decadentes. Lá por terras de Vera Cruz, ninguém se veste de esquimó e dança o samba!!!!!!!!! Não dá! Não funciona! Não combina!
Mas pronto! Se um dia alguém me conseguir explicar este fenómeno eu ficarei eternamente agradecida.
O que é certo, é que mesmo assim eu gosto muito do Carnaval. E este ano não foi excepção! Diverti-me à grande e ainda deu para umas boas gargalhadas!
O problema são as sequelas que ficam no dia seguinte, tipo adormecer com aquele “Amigo Charlie Brown” na cabeça e de manhã perceber que o gajo ainda não se foi embora!!! Irra musiquinha persistente!
É o espírito carnavalesco no seu melhor
E como o português gosta é de festas, resta-nos esperar porque a seguir vem aí a Páscoa!
Mai nada!
Tété
( 03 Março de 2006 )
É verdade, hoje em dia quem não tem internet está praticamente desligado do mundo!!! Pensar que um dia já fomos capazes de comunicar sem ela... velhos tempos, é o que é!
Mas agora voltei. Estou de novo a ganhar a vida com sexo!! Ah pois é!! Sexo é dinheiro, meus amigos. Eu que o diga, se não fosse o sexo, ao fim do mês não tinha como dar de comer aos meus filhos... ( ok, não tenho filhos! mas podia ter e depois como é que era, ein?!)
E aproveito já para apelar à vossa participação: todas as segundas feiras, em data ainda a anunciar, voltaremos a ter “AB...SEXO” na tv!
Convido-vos a ver esta segunda série, que de certo vai ser ainda mais apelativa que a primeira. E para os mais cépticos, encarem a coisa como sexo em grupo!!!!
E é higiénico, porque basta convidar uns amigos, fazer umas pipocas, tirar umas cervejinhas do frigorífico e já está!!! Uma hora inteirinha só de sexo é o que vos posso garantir!
E agora algo completamente diferente... O CARNAVAL!!!! ( se bem que para alguns também envolve sexo! )
Este ano deixei-me levar pelos contos infantis e vesti a pele de Capuchinho Vermelho e fui foliar para Torres Vedras. E não fui sozinha! Levei comigo uma freira, uma recruta, uma hippie, um frade, um outro hippie, um exorcista e um “homem lareira” (???).
Um regabofe dos diabos!!! Pena não termos tido nenhum momento kodak porque a única máquina fotográfica existente tinha tudo menos um cartão de memória, o que é sempre muito bom quando tentamos registar momentos como aquele das máscaras!!
Mas nem tudo estava perdido. Obrigada alta tecnologia por estares sempre connosco: TELEMÓVEIS 3G, AQUI ESTAMOS NÓS!!!
Em Torres há um pouco de tudo. Só não há mesmo é espaço, mas como era carnaval também ninguém levou a mal!
Admiro o rigor com que fazem todas aquelas máscaras hilariantes que vimos passar. Ele eram Noddys, soldadinhos de chumbo, Shreks e Fionas, M&M’s, polícias, ladrões, girafas, escoceses sem cuecas... enfim, um verdadeiro carnaval!!!
A parte chata é mesmo frio, ou não estivessem 3ºC bem puxadinhos!! Assim como assim, já me decidi: para o ano vou de Abominável Homem das Neves!!!
E depois temos os gajos que nesta altura do ano revelam a sua vontade escondida e ser gaja!!! E não fazem a coisa por pouco, calçam sapatinhos de salto alto e tudo e depois andam como se tivessem uma bola nívea daquelas da praia enfiada no meio das pernas! É um quadro lindo!
Mas há uma coisa que realmente me custa entender. Passo a explicar: se cá até nevou porque raio se insiste em ter umas rapariguitas do estilo roliças, enfiadas em biquinis das irmãs mais novas, com plumas e lantejoulas da loja do chinês, a dançar uma coisa que se parece com um corridinho mais rebolado ao som de samba???
Costuma dizer-se que “cada macaco no seu galho”, certo?! E para quem ainda não percebeu, não estamos no Brasil, boa!!!! E há coisas que fora do contexto se tornam ridículas e decadentes. Lá por terras de Vera Cruz, ninguém se veste de esquimó e dança o samba!!!!!!!!! Não dá! Não funciona! Não combina!
Mas pronto! Se um dia alguém me conseguir explicar este fenómeno eu ficarei eternamente agradecida.
O que é certo, é que mesmo assim eu gosto muito do Carnaval. E este ano não foi excepção! Diverti-me à grande e ainda deu para umas boas gargalhadas!
O problema são as sequelas que ficam no dia seguinte, tipo adormecer com aquele “Amigo Charlie Brown” na cabeça e de manhã perceber que o gajo ainda não se foi embora!!! Irra musiquinha persistente!
É o espírito carnavalesco no seu melhor
E como o português gosta é de festas, resta-nos esperar porque a seguir vem aí a Páscoa!
Mai nada!
Tété
( 03 Março de 2006 )
02/03/2006
E agora para algo completamente diferente…
Fui ver um filme para crianças mais a minha afilhada, mas infelizmente, não estava em cartaz nenhum daqueles em que os adultos vibram mais que as crianças, e tive que ir ver o:
- Bambi 2 - ** (fraquito)Além da história ser um pouco deprimente acho que não está muito bem conseguido, mas também não era para eu gostar, não é?
- Bambi 2 - ** (fraquito)Além da história ser um pouco deprimente acho que não está muito bem conseguido, mas também não era para eu gostar, não é?
Sakura
Na terça, um jantar no restaurante Japonês Sakura, fez-me descobrir que afinal gosto mesmo muito de Sushi, Sashimi e afins. Muito mais do que das tempuras (que são cozinhados). E eu que só tinha ido uma vez e fiquei com a sensação que tinha enjoado e não queria lá voltar muitas vezes. Afinal parece que posso voltar todos os meses (também não digo todas as semanas). Aconselho (
27/02/2006
Carnaval
Há coisas sobre as quais me apetece falar e escrever (tipo: O BENFICA ganhou numa semana aos dois últimos campeões europeus! VIVA!) e outras que não, pois preferia que fossem mentira (como a história das crianças que mataram à pancada um sem abrigo).
E depois há outras que tendem cada vez mais a passar-me ao lado e fico sempre sem saber se refiro, se não refiro. Pois uma dessas coisas é o Carnaval. Nunca liguei muito ao Carnaval pelo simples facto que algumas pessoas estupidificam e desatam a fazer disparates só porque acham que ninguém leva a mal (já agora conhecem expressão mais irritante que “é Carnaval, ninguém leva a mal”?).
Desde que sou “grande” apenas me mascarei uma vez, e mesmo sem me mascarar já me diverti algumas vezes, mas não consigo entrar no espírito carnavalesco a não ser depois de horas a convencerem-me para ir. Depois de ir para os sítios adoro e passo umas horas fantásticas mas primeiro que me apeteça deslocar-me…
E porque é que eu estou a falar nisto? Olha, apeteceu-me e como é Carnaval ;).
E depois há outras que tendem cada vez mais a passar-me ao lado e fico sempre sem saber se refiro, se não refiro. Pois uma dessas coisas é o Carnaval. Nunca liguei muito ao Carnaval pelo simples facto que algumas pessoas estupidificam e desatam a fazer disparates só porque acham que ninguém leva a mal (já agora conhecem expressão mais irritante que “é Carnaval, ninguém leva a mal”?).
Desde que sou “grande” apenas me mascarei uma vez, e mesmo sem me mascarar já me diverti algumas vezes, mas não consigo entrar no espírito carnavalesco a não ser depois de horas a convencerem-me para ir. Depois de ir para os sítios adoro e passo umas horas fantásticas mas primeiro que me apeteça deslocar-me…
E porque é que eu estou a falar nisto? Olha, apeteceu-me e como é Carnaval ;).
24/02/2006
O Cerco (do MST)
Peço desculpa ao Miguel Sousa Tavares por publicar aqui um texto dele, mas concordo de tal maneira com o que li que não resisti. Só é pena ele ser do FCP …
O Cerco
JÁ faltou mais para que um dia destes tenha de passar à clandestinidade ou, no mínimo, tenha de me enfiar em casa a viver os meus vícios secretos. Tenho um catálogo deles e todos me parecem ameaçados: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d’alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto; gosto de ir à pesca «ao corrido» e daquela luta de morte com o peixe, em que ele não quer vir para bordo e eu não quero que ele se solte do anzol; acredito que as pessoas valem pelo seu mérito próprio e que quem tem valor acaba fatalmente por se impor, e por isso sou contra as quotas; deixei de acreditar que o Estado deva gastar os recursos dos contribuintes a tentar «reintegrar» as «minorias» instaladas na assistência pública, como os ciganos, os drogados, os artistas de várias especialidades ou os desempregados profissionais; sou agnóstico (ou ateu, conforme preferirem) e cada vez mais militantemente, à medida que vou constatando a actualidade crescente da velha sentença de Marx de que «a religião é o ópio dos povos»; formado em direito, tornei-me descrente da lei e da justiça, das suas minudências e espertezas e da sua falta de objectividade social, e hoje acredito apenas em três fontes legítimas de lei: a natureza, a liberdade e o bom senso.
Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos: os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese: que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso; enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «tóxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar. Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas: estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.
Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância: um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da liberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!
A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?
Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não.
É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus. Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância.
Miguel Sousa Tavares
O Cerco
JÁ faltou mais para que um dia destes tenha de passar à clandestinidade ou, no mínimo, tenha de me enfiar em casa a viver os meus vícios secretos. Tenho um catálogo deles e todos me parecem ameaçados: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d’alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto; gosto de ir à pesca «ao corrido» e daquela luta de morte com o peixe, em que ele não quer vir para bordo e eu não quero que ele se solte do anzol; acredito que as pessoas valem pelo seu mérito próprio e que quem tem valor acaba fatalmente por se impor, e por isso sou contra as quotas; deixei de acreditar que o Estado deva gastar os recursos dos contribuintes a tentar «reintegrar» as «minorias» instaladas na assistência pública, como os ciganos, os drogados, os artistas de várias especialidades ou os desempregados profissionais; sou agnóstico (ou ateu, conforme preferirem) e cada vez mais militantemente, à medida que vou constatando a actualidade crescente da velha sentença de Marx de que «a religião é o ópio dos povos»; formado em direito, tornei-me descrente da lei e da justiça, das suas minudências e espertezas e da sua falta de objectividade social, e hoje acredito apenas em três fontes legítimas de lei: a natureza, a liberdade e o bom senso.
Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos: os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese: que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso; enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «tóxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar. Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas: estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.
Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância: um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da liberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!
A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?
Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não.
É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus. Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância.
Miguel Sousa Tavares
23/02/2006
Curiosidade
Pois que gostava que me explicassem porque é que (quase todos) os empregados dos restaurantes, quando pagamos com cartão, ficam com o primeiro papel que sai e dão o segundo ao cliente. Será que alguém já lhes disse que os dois papéis são exactamente iguais?
21/02/2006
Mais uma Situação
E quando julgam que eu não tenho mais situações embaraçosas para contar, eis que eu vos surpreendo com mais uma.
Que acham de ser mandada calar durante um mini-concerto dos RAMP pelo vocalista do grupo? Apenas porque a minha voz se ouve bem e ele fez uma pergunta a que só eu respondi?
Quer dizer, ele não me mandou mesmo calar, apenas referiu que tinha perguntado "a Vocês" e não "a ti".
Fiquei da cor do meu Benfica (Já agora, VIVA o BENFICA! e que ganhe hoje).
Que acham de ser mandada calar durante um mini-concerto dos RAMP pelo vocalista do grupo? Apenas porque a minha voz se ouve bem e ele fez uma pergunta a que só eu respondi?
Quer dizer, ele não me mandou mesmo calar, apenas referiu que tinha perguntado "a Vocês" e não "a ti".
Fiquei da cor do meu Benfica (Já agora, VIVA o BENFICA! e que ganhe hoje).
Os Macacos
Contaram-me há pouco tempo uma experiência feita com macacos que eu não conhecia (eu sei que às vezes sou um bocado básica) mas que me deixou fascinada e que tem uma grande lição.
Vou aqui partilhar para quem não conhece (pode não estar exactamente correcta mas a ideia é esta):
Foram colocados 3 macacos numa jaula grande onde estava também uma bananeira com bananas. Ora os macacos gostam muito de bananas e por isso começaram a tentar subir à bananeira para apanhar as bananas. Só que, de cada vez, que algum tentava subir era de imediato atacado por um jacto de água forte até desistir. Isto aconteceu até que já nenhum dos macacos tentava subir pois já sabia o que o esperava. Nesta altura, trocaram um dos macacos por outro novo, que não sabia e por isso tentou subir. No entanto, os outros dois macacos puxaram-no e bateram-lhe para ele não o fazer. Até que o macaco deixou de tentar subir, mas sem saber porquê, ao contrário dos doutros dois. Foram então trocados os outros dois macacos, um de cada vez e o mesmo foi acontecendo, até que restaram na jaula três macacos que não subiam à árvore e nenhum deles sabia porquê. Apenas sabia que se o tentasse fazer levava e batia em quem tentava.
Lição: Porque será que não questionamos o porquê das coisas e as fazemos, só porque sempre se fizeram assim, mesmo sem saber o motivo?
Vou aqui partilhar para quem não conhece (pode não estar exactamente correcta mas a ideia é esta):
Foram colocados 3 macacos numa jaula grande onde estava também uma bananeira com bananas. Ora os macacos gostam muito de bananas e por isso começaram a tentar subir à bananeira para apanhar as bananas. Só que, de cada vez, que algum tentava subir era de imediato atacado por um jacto de água forte até desistir. Isto aconteceu até que já nenhum dos macacos tentava subir pois já sabia o que o esperava. Nesta altura, trocaram um dos macacos por outro novo, que não sabia e por isso tentou subir. No entanto, os outros dois macacos puxaram-no e bateram-lhe para ele não o fazer. Até que o macaco deixou de tentar subir, mas sem saber porquê, ao contrário dos doutros dois. Foram então trocados os outros dois macacos, um de cada vez e o mesmo foi acontecendo, até que restaram na jaula três macacos que não subiam à árvore e nenhum deles sabia porquê. Apenas sabia que se o tentasse fazer levava e batia em quem tentava.
Lição: Porque será que não questionamos o porquê das coisas e as fazemos, só porque sempre se fizeram assim, mesmo sem saber o motivo?
Mais Um
Pois já fui ver mais um filme e até fui ver um que me foi aconselhado aqui. A cotação é:
- Walk the Line - *** (biográfico)
Adenda: Eu gostei e biográfico é pouco para o definir, mas não encontrei outra palavra que sozinha o definisse. Ajudem-me...
- Walk the Line - *** (biográfico)
Adenda: Eu gostei e biográfico é pouco para o definir, mas não encontrei outra palavra que sozinha o definisse. Ajudem-me...
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