Uma pessoa escreve um post e publica como draft num determinado dia, a pensar que assim aquele assunto fica ali a aguardar e que depois se publica quando for mais (ou menos) relevante.
Depois há um dia que uma pessoa passa pelo blogger e vê o dito do draft e decide "É hoje" e publica-o como post.
Depois vai toda contente ver se realmente ele lá está e não o encontra.
Até que vai andando para baixo e o vê lá misturadinho no meio dos posts publicados no dia em que foi escrito o draft.
Era suposto?
(Bem se calhar é mesmo melhor assim... talvez o outro draft já nem apareça na página do blog quando eu finalmente tiver coragem de o publicar)
11/05/2006
10/05/2006
Só Visto
Acabei de ver uma senhora de mini-saia de ganga que ao andar mostrava a cinta que tinha vestida por baixo da saia.
É verdade!
Um verdadeiro espectáculo para a vista.
É verdade!
Um verdadeiro espectáculo para a vista.
09/05/2006
(Des) Treza na Escrita - "À Flor da Pele"
Hoje apetece-me falar dos 5 sentidos.
Não sei se é por defeito profissional, mas gosto deste tema!!
Um de cada vez, comecemos por olhar....
Gosto de poder olhar e de poder deixar que me olhem. O poder da visão pode ser incontrolável. Um olhar pode ser tão caloroso como completamente gelado, daqueles que nos cortam a respiração e nos dão arrepios na espinha. Um olhar pode dizer aquilo que jamais teríamos coragem de verbalizar. Pode fotografar na memória aquela imagem que nos marcará para sempre. Um olhar pode deixar-nos perdidamente apaixonados!!
De seguida deixamos que venha o cheiro...
Gosto de sentir aquele cheiro. Quem já não se deixou perder por um cheiro que nos transporta no tempo e no espaço para um lugar melhor? As pessoas têm nomes, mas também têm cheiros que fazem parte da sua identidade. Á medida que a vida passa por nós, guardamos sempre um cheiro para cada pessoa que vai andando ao nosso lado e para cada momento importante que não deixamos passar em branco. O cheiro da mãe, do pai, do primeiro dia de escola, das férias de verão, do primeiro amor, da primeira viagem de avião, da primeira noite... E depois há aquele cheiro que se distingue de todos os outros. Aquele cheiro que nem precisamos de ter ao pé de nós, basta fechar os olhos e ele dispara na memória como que sem controlo aparente e é tão bom. Isto para quem acredita em “amor ao primeiro cheiro”... e eu acredito!!
E ao lado dos cheiros temos os sons. Gosto de ouvir cada sussurro e gosto de sentir o poder da minha voz em ouvidos alheios! O sibilar das palavras certas pode fazer-nos viajar para bem longe numa pequena fracção de segundos. Desaparecer à velocidade do som da nossa própria banda sonora. Sim, porque todos nós temos a nossa própria banda sonora, aquela música que é tudo para nós e que nos desperta para a vida. Aquela música, que se por acaso passar na rádio enquanto viajamos a 120 à hora com os vidros do carro todos abertos, nos faz começar a cantar aos berros como se nem sequer passassem carros ao nosso lado, com condutores que nos tomam por chanfrados!! E depois dá-nos logo vontade de dançar e mexer o corpo como bem nos apetecer, na esperança de um outro alguém dançar connosco e se deixar embalar pelo ritmo... É verdade, acho que não conseguia viver sem música! E sem a tua voz, que no fundo é música para os meus ouvidos!!
E há quem diga que o amor começa pela boca...
Seja num beijo roubado, num sabor afrodisíaco ou numa palavra solta. O paladar pode fazer-nos prescindir do poder da visão, tentando adivinhar o que se aproxima só através do sabor. E que curioso que é atribuir sabores às pessoas!! Mas isso implica ter que as provar... !! ;)
Já imaginaram como um beijo pode ser tão completo e combinar logo três sentidos diferentes ao mesmo tempo: paladar, olfacto e tacto?!?
Será por isso o beijo tão importante? Será que podemos apaixonar-nos sem nunca sentir uma outra boca? No fundo podemos apaixonar-nos sem ver e sem ouvir... mas sem tocar... seria muito estranho... o toque é tudo... ou quase tudo...
Gosto de poder tocar e de poder ansiar que me toquem. Sentir a pele arrepiar e os poros a exalar desejo...sentir o calor e o frio, o seco e o molhado, o áspero e o suave. Sentir o outro corpo a perder-se no meu, sentir a força e o cuidado do toque. Deixar-me adormecer num abraço protector e acordar com um abraço doido de desejo. Tocar na boca, no queixo, no pescoço, na barriga, nas coxas e agarrar com força. Agarrar e depois soltar como quem se deixa vencer pelo cansaço.
É combinar todos os sentidos numa só frase: o amor à flor da pele!
Não sei se é por defeito profissional, mas gosto deste tema!!
Um de cada vez, comecemos por olhar....
Gosto de poder olhar e de poder deixar que me olhem. O poder da visão pode ser incontrolável. Um olhar pode ser tão caloroso como completamente gelado, daqueles que nos cortam a respiração e nos dão arrepios na espinha. Um olhar pode dizer aquilo que jamais teríamos coragem de verbalizar. Pode fotografar na memória aquela imagem que nos marcará para sempre. Um olhar pode deixar-nos perdidamente apaixonados!!
De seguida deixamos que venha o cheiro...
Gosto de sentir aquele cheiro. Quem já não se deixou perder por um cheiro que nos transporta no tempo e no espaço para um lugar melhor? As pessoas têm nomes, mas também têm cheiros que fazem parte da sua identidade. Á medida que a vida passa por nós, guardamos sempre um cheiro para cada pessoa que vai andando ao nosso lado e para cada momento importante que não deixamos passar em branco. O cheiro da mãe, do pai, do primeiro dia de escola, das férias de verão, do primeiro amor, da primeira viagem de avião, da primeira noite... E depois há aquele cheiro que se distingue de todos os outros. Aquele cheiro que nem precisamos de ter ao pé de nós, basta fechar os olhos e ele dispara na memória como que sem controlo aparente e é tão bom. Isto para quem acredita em “amor ao primeiro cheiro”... e eu acredito!!
E ao lado dos cheiros temos os sons. Gosto de ouvir cada sussurro e gosto de sentir o poder da minha voz em ouvidos alheios! O sibilar das palavras certas pode fazer-nos viajar para bem longe numa pequena fracção de segundos. Desaparecer à velocidade do som da nossa própria banda sonora. Sim, porque todos nós temos a nossa própria banda sonora, aquela música que é tudo para nós e que nos desperta para a vida. Aquela música, que se por acaso passar na rádio enquanto viajamos a 120 à hora com os vidros do carro todos abertos, nos faz começar a cantar aos berros como se nem sequer passassem carros ao nosso lado, com condutores que nos tomam por chanfrados!! E depois dá-nos logo vontade de dançar e mexer o corpo como bem nos apetecer, na esperança de um outro alguém dançar connosco e se deixar embalar pelo ritmo... É verdade, acho que não conseguia viver sem música! E sem a tua voz, que no fundo é música para os meus ouvidos!!
E há quem diga que o amor começa pela boca...
Seja num beijo roubado, num sabor afrodisíaco ou numa palavra solta. O paladar pode fazer-nos prescindir do poder da visão, tentando adivinhar o que se aproxima só através do sabor. E que curioso que é atribuir sabores às pessoas!! Mas isso implica ter que as provar... !! ;)
Já imaginaram como um beijo pode ser tão completo e combinar logo três sentidos diferentes ao mesmo tempo: paladar, olfacto e tacto?!?
Será por isso o beijo tão importante? Será que podemos apaixonar-nos sem nunca sentir uma outra boca? No fundo podemos apaixonar-nos sem ver e sem ouvir... mas sem tocar... seria muito estranho... o toque é tudo... ou quase tudo...
Gosto de poder tocar e de poder ansiar que me toquem. Sentir a pele arrepiar e os poros a exalar desejo...sentir o calor e o frio, o seco e o molhado, o áspero e o suave. Sentir o outro corpo a perder-se no meu, sentir a força e o cuidado do toque. Deixar-me adormecer num abraço protector e acordar com um abraço doido de desejo. Tocar na boca, no queixo, no pescoço, na barriga, nas coxas e agarrar com força. Agarrar e depois soltar como quem se deixa vencer pelo cansaço.
É combinar todos os sentidos numa só frase: o amor à flor da pele!
08/05/2006
Como é que é mesmo?
Os casais sem filhos vão pagar mais segurança social que os casais com filhos?
E os solteiros, viúvos e divorciados não?
Achavam que a nossa taxa de divórcios era a maior da Europa?
Vai piorar!
E os solteiros, viúvos e divorciados não?
Achavam que a nossa taxa de divórcios era a maior da Europa?
Vai piorar!
05/05/2006
Será que devo ou não?
Será que devo ou não
Tenho uma parte de mim a dizer “Má ideia. Isso vai dar asneira. É melhor não arriscares.” e outra a dizer “Qual é o problema? Não faz mal nenhum. Pode ser bom.”.
E eu não sou de me arrepender por não fazer
Por isso vamos ver qual é que tinha razão ;)
Tenho uma parte de mim a dizer “Má ideia. Isso vai dar asneira. É melhor não arriscares.” e outra a dizer “Qual é o problema? Não faz mal nenhum. Pode ser bom.”.
E eu não sou de me arrepender por não fazer
Por isso vamos ver qual é que tinha razão ;)
O Fim?
(26-04-2006)
Há coisas que nos parece tão estranho chegarem ao fim.
Uma vez escrevi que não vale a pena lutar contra o que tem que ser e continuo a acreditar nisso.
Só não consigo descobrir o que é que tem que ser.
E se é mesmo este o fim não devia ser mais óbvio?
Não sei, digo eu!
Há coisas que nos parece tão estranho chegarem ao fim.
Uma vez escrevi que não vale a pena lutar contra o que tem que ser e continuo a acreditar nisso.
Só não consigo descobrir o que é que tem que ser.
E se é mesmo este o fim não devia ser mais óbvio?
Não sei, digo eu!
Eh ...
(Como alguém que eu conheço costuma dizer)
Fui ver o novo filme do Tom Cruise:
- Missão Impossível 3 - ** / ***
Confesso que fiquei um pouco desiludida. Gostei bastante dos outros dois e, embora não seja o meu estilo de filme favorito, gosto de ver estes filmes. Já estou a contar com muita coisa de mentirinha e acabo sempre por sair bem disposta do cinema. Mas este não me encheu as medidas.
E eu que gosto tanto do Tom Cruise ainda pensei que este filme o ia trazer de volta às boas graças do público. Afinal acho que não vai (e só não conto porquê para não estragar o filme a quem ainda não viu).
Fui ver o novo filme do Tom Cruise:
- Missão Impossível 3 - ** / ***
Confesso que fiquei um pouco desiludida. Gostei bastante dos outros dois e, embora não seja o meu estilo de filme favorito, gosto de ver estes filmes. Já estou a contar com muita coisa de mentirinha e acabo sempre por sair bem disposta do cinema. Mas este não me encheu as medidas.
E eu que gosto tanto do Tom Cruise ainda pensei que este filme o ia trazer de volta às boas graças do público. Afinal acho que não vai (e só não conto porquê para não estragar o filme a quem ainda não viu).
Não Acho Normal
Pois que há coisas que não acho normais.
Às 2h47m da manhã? E ainda por cima em Espanhol?
Primeiro foi o susto pelo adiantado da hora. Depois a irritação.
Às vezes mais vale estar quieto!
Às 2h47m da manhã? E ainda por cima em Espanhol?
Primeiro foi o susto pelo adiantado da hora. Depois a irritação.
Às vezes mais vale estar quieto!
04/05/2006
Às Vezes
Às vezes acho que tenho um trabalho muita giro...
Descobrir o como.
Perceber o porquê.
Sugerir outra forma.
Participar na solução.
Faz-me sentir útil.
Descobrir o como.
Perceber o porquê.
Sugerir outra forma.
Participar na solução.
Faz-me sentir útil.
03/05/2006
Esta Eu Vou Gostar de Ver
"O Governo vai mudar os critérios de remuneração dos gestores de empresas públicas. Agora, por objectivos."
02/05/2006
Animais
Hoje à hora de almoço a conversa rodou à volta de animais de estimação, mais precisamente peixes. E eu, que gostava de ter um animal de estimação (além do abominável), fiquei a pensar que animal seria bom para me fazer companhia.
Será que me podiam dar uma ajuda?
Tenho no entanto os seguintes contras:
- Cães, gatos e qualquer animal com pêlo não pode ser por causa de alergias, não minhas mas de uma amiga que quero que me possa continuar a visitar :).
- Peixes já tive e acho que morrem muito :( por isso também não quero
- Pássaro fazem muito lixo
Ideias?
Será que me podiam dar uma ajuda?
Tenho no entanto os seguintes contras:
- Cães, gatos e qualquer animal com pêlo não pode ser por causa de alergias, não minhas mas de uma amiga que quero que me possa continuar a visitar :).
- Peixes já tive e acho que morrem muito :( por isso também não quero
- Pássaro fazem muito lixo
Ideias?
01/05/2006
Sol
O sol, o mar, a praia….
Nem o facto de ter que trabalhar me deixa triste.
O sol deixa-me radiante e não há nada que consiga mudar isso.
E viver perto do mar (embora não tão perto como gostaria) então.
Que dia maravilhoso!
Nem o facto de ter que trabalhar me deixa triste.
O sol deixa-me radiante e não há nada que consiga mudar isso.
E viver perto do mar (embora não tão perto como gostaria) então.
Que dia maravilhoso!
28/04/2006
Hoje
Hoje não sabia o que escrever e por isso deixo-vos um conto de um autor anónimo.
E este fim de semana vou à praia :) (não me roguem pragas com o tempo)
E este fim de semana vou à praia :) (não me roguem pragas com o tempo)
Imagina...
Imagina um campo enorme repleto de cores secas, tons de castanho, verde... Não consegues observar movimento, não existe aquele barulho ensurdecedor da cidade, dos automóveis, das pessoas a correrem sem prestarem atenção ao que se passa, sem terem tempo para pensar, sem terem tempo para sentir; nada, não tens nada. Apenas algumas árvores despidas. A roupa dos seus galhos voam ao sabor do vento, do frio que se sente naquele campo. O céu está carregado de nuvens cinzentas, o sol está bem escondido como que a aquecer-se no meio daquele manto enorme, não se mostra, não o vês.
Ao longe encontras sinais de fumo que fogem da chaminé. Se esforçares os olhos verificas que vêm de uma casa, também ela branca, muito pequena, térrea. O telhado está envelhecido pelo tempo, o jardim á sua volta mostra apenas alguns ramos secos, sem flor... Consegues sentir o odor delicioso do outono. Observo uma janela, com uns cortinados aos quadrados com uma cor muito suave, presos de lado, conseguindo espreitar através dela e entrar para a sua sala.
A casa está iluminada pelo fogo do carvalho a arder. Não ouves nada, só consegues perceber que a casa expira magia, ternura, conforto.
Atrás do sofá encontro dois corpos juntos a esse fogo, aquecidos por uma manta de retalhos. Estão envoltos naquela chama de calor, não reparam na fogo, nas suas cores, nem nas folhas que voam lá fora e batem na janela, nem na casa repleta de móveis antigos e de madeira escurecida.
Exploram o corpo com os olhos, deliciam-se com o perfume que salta dos poros e que se dirige para o olfacto.
Ela, nua, estremece com o respirar que ele envolve ao conhecer cada parte dos seus membros. Beija seu pescoço lentamente, seus olhos fulminam o fogo, o desejo de tocar, de possuir está a ser revelado pela sua mão, pelos seus dedos. A mão percorre o peito, que demonstra ao seu olhar, o quanto está a saborear aquele momento. A mão, os dedos, a boca continuam a descer no seu corpo com vigor. Ela sente um arrepio que percorre todo o seu ser, mas não de frio, de prazer, de loucura, de querer mais. Ele chega onde as mulheres mais gostam de ser tocadas, conhecidas em cada um dos pontos mais prazerosos.
Ele toca ao de leve e contempla aquele corpo que está à sua frente, a estremecer, para as suas pálpebras fechadas, para o seu peito espetado a chamar a sua boca. Passa novamente a sua língua pelos seus mamilos sem nunca deixar de a tocar no mais íntimo. A língua desce, desce, desce, beija o umbigo e saboreia um dos primeiros sabores íntimos que exalam desse pequeno umbigo. Continua a descer e com a ajuda das suas mãos desvia as pernas envergonhadas. A sua boca corre lentamente para o que se encontra à sua frente. A língua toca e o corpo estremece cada vez mais.
Começasse a ouvir uns sons baixinhos de fantasia que acompanham o som da madeira a arder. Ele entrega toda a sua alma naquele momento e passa toda a sua língua naquela parte do corpo que tanto chama por ele.
Os seus dedos entram dentro dela, acompanhando o movimento da sua língua. A respiração dela torna-se mais forte, os seus sons começam a parecer música aos ouvidos dele.
Mas ele pára, porque ela aperta o seu braço com força. Olham-se nos olhos, sem se verem, olhando para dentro dos seus desejos.
Ela deita o corpo dele sobre a manta de retalhos e experimenta as suas mãos, os seus dedos finos, a sua boca, a sua língua. Os seus lábios encontram-se, as suas línguas cruzam-se de uma forma bravia e lutadora. Ela larga sua boca e desce pelo peito daquele homem. Beija aquelas mãos grandes, os seus dedos. As suas mãos tocam no que o homem mais íntimo tem e que tanto querem que seja conhecido. Ela envolve devagar os seus dedos, a sua língua não resiste e passe ao de leve, saboreando devagar, lentamente. Mas a boca não resiste e encontra todo o íntimo do homem.
Devagar, devagar, devagar... altera bruscamente o movimento tornando-se mais vigoroso, mais forte. Ele solta um gemido alto, que ultrapassa o som da madeira a arder. Ela começa a sentir também o seu corpo a mostrar o quanto está a apreciar aquele momento, sente-se húmida e cheia de desejo de ser possuída.
De repente ele agarra nela e puxa-a para si. Tornam-se num só, as suas partes íntimas envolvem-se, os sons que saltam das suas bocas tornam-se melodiosos, comuns. Os corpos acompanham-se nos movimentos sem serem dadas ordens, agem de forma natural. Ele acompanha os movimentos com os seus dedos, que tocam no clitóris da mulher. A respiração já não tem medida, torna-se cada vez mais rápida, mais ofegante. Os corpos explodem, chegam ao cume do prazer, o suor mistura-se dos dois corpos.
Ouve-se um silêncio.
Ele abraça aquela mulher, encosta-a para si.
Adormecem naquela ternura que se sente no ar.
Os cortinados fecham-se com o vento.
Vê-se a casa branquinha, o fumo começa a desaparecer, o vento torna-se mais forte, o campo de cores secas começa a tornar-se mais escuro. A lua nasceu...
Autor: Anónimo
Ao longe encontras sinais de fumo que fogem da chaminé. Se esforçares os olhos verificas que vêm de uma casa, também ela branca, muito pequena, térrea. O telhado está envelhecido pelo tempo, o jardim á sua volta mostra apenas alguns ramos secos, sem flor... Consegues sentir o odor delicioso do outono. Observo uma janela, com uns cortinados aos quadrados com uma cor muito suave, presos de lado, conseguindo espreitar através dela e entrar para a sua sala.
A casa está iluminada pelo fogo do carvalho a arder. Não ouves nada, só consegues perceber que a casa expira magia, ternura, conforto.
Atrás do sofá encontro dois corpos juntos a esse fogo, aquecidos por uma manta de retalhos. Estão envoltos naquela chama de calor, não reparam na fogo, nas suas cores, nem nas folhas que voam lá fora e batem na janela, nem na casa repleta de móveis antigos e de madeira escurecida.
Exploram o corpo com os olhos, deliciam-se com o perfume que salta dos poros e que se dirige para o olfacto.
Ela, nua, estremece com o respirar que ele envolve ao conhecer cada parte dos seus membros. Beija seu pescoço lentamente, seus olhos fulminam o fogo, o desejo de tocar, de possuir está a ser revelado pela sua mão, pelos seus dedos. A mão percorre o peito, que demonstra ao seu olhar, o quanto está a saborear aquele momento. A mão, os dedos, a boca continuam a descer no seu corpo com vigor. Ela sente um arrepio que percorre todo o seu ser, mas não de frio, de prazer, de loucura, de querer mais. Ele chega onde as mulheres mais gostam de ser tocadas, conhecidas em cada um dos pontos mais prazerosos.
Ele toca ao de leve e contempla aquele corpo que está à sua frente, a estremecer, para as suas pálpebras fechadas, para o seu peito espetado a chamar a sua boca. Passa novamente a sua língua pelos seus mamilos sem nunca deixar de a tocar no mais íntimo. A língua desce, desce, desce, beija o umbigo e saboreia um dos primeiros sabores íntimos que exalam desse pequeno umbigo. Continua a descer e com a ajuda das suas mãos desvia as pernas envergonhadas. A sua boca corre lentamente para o que se encontra à sua frente. A língua toca e o corpo estremece cada vez mais.
Começasse a ouvir uns sons baixinhos de fantasia que acompanham o som da madeira a arder. Ele entrega toda a sua alma naquele momento e passa toda a sua língua naquela parte do corpo que tanto chama por ele.
Os seus dedos entram dentro dela, acompanhando o movimento da sua língua. A respiração dela torna-se mais forte, os seus sons começam a parecer música aos ouvidos dele.
Mas ele pára, porque ela aperta o seu braço com força. Olham-se nos olhos, sem se verem, olhando para dentro dos seus desejos.
Ela deita o corpo dele sobre a manta de retalhos e experimenta as suas mãos, os seus dedos finos, a sua boca, a sua língua. Os seus lábios encontram-se, as suas línguas cruzam-se de uma forma bravia e lutadora. Ela larga sua boca e desce pelo peito daquele homem. Beija aquelas mãos grandes, os seus dedos. As suas mãos tocam no que o homem mais íntimo tem e que tanto querem que seja conhecido. Ela envolve devagar os seus dedos, a sua língua não resiste e passe ao de leve, saboreando devagar, lentamente. Mas a boca não resiste e encontra todo o íntimo do homem.
Devagar, devagar, devagar... altera bruscamente o movimento tornando-se mais vigoroso, mais forte. Ele solta um gemido alto, que ultrapassa o som da madeira a arder. Ela começa a sentir também o seu corpo a mostrar o quanto está a apreciar aquele momento, sente-se húmida e cheia de desejo de ser possuída.
De repente ele agarra nela e puxa-a para si. Tornam-se num só, as suas partes íntimas envolvem-se, os sons que saltam das suas bocas tornam-se melodiosos, comuns. Os corpos acompanham-se nos movimentos sem serem dadas ordens, agem de forma natural. Ele acompanha os movimentos com os seus dedos, que tocam no clitóris da mulher. A respiração já não tem medida, torna-se cada vez mais rápida, mais ofegante. Os corpos explodem, chegam ao cume do prazer, o suor mistura-se dos dois corpos.
Ouve-se um silêncio.
Ele abraça aquela mulher, encosta-a para si.
Adormecem naquela ternura que se sente no ar.
Os cortinados fecham-se com o vento.
Vê-se a casa branquinha, o fumo começa a desaparecer, o vento torna-se mais forte, o campo de cores secas começa a tornar-se mais escuro. A lua nasceu...
Autor: Anónimo
IRRA que há pessoas mesmo estúpidas e sem nada para fazer
Infelizmente, por causa da estupidez de uns acontecem coisas destas:
“
Se calhar esta é que é a deixa...
A vitória nestas coisas dos blogs e dos sites da net acaba por ser sempre dos medíocres. Não há dúvida que a Internet é magnífica, mas é o local ideal para eles.
Alguém se fez passar por mim na zona de comentários de um dos posts aqui de baixo, o que significa que alguém conseguiu a minha password ou é um hacker ou - acima de tudo, esta é a hipótese mais provável - é um idiota. E eu já não vou para novo, tenho muita coisa interessante para fazer fora das virtuais paredes deste blog e não estou para perder tempo com isto.
A partir do momento em que alguém consegue ter acesso ao meu nickname e à minha password, não faz sentido continuar aqui. É uma violação de espaço inaceitável e que me faz pensar que, de facto, não vale a pena gastar tanto tempo da minha vida a fazer isto. Há muita gente que gosta deste blog e deste site e lamento que por causa de uma coisa destas elas paguem por isso, mas esta é a verdade: tenho mais que fazer. A gota de água é esta. De certa forma, é como se isto já não fosse meu. Espero que compreendam.
Vou pensar se valerá a pena continuar a usar o www.havidaemmarkl.com como arquivo dos textos das edições de rádio ou se nem isso vale a pena. Possivelmente, só vale a pena manter vivo o "podcast" - pelo menos sei que aí não há grandes hipóteses de Nuno Markls alternativos ocuparem o meu lugar na cadeira e no microfone da Antena 3.
Estou farto disto. Desculpem lá. A partir deste momento entro em blackout, pelo que quaisquer Nuno Markls que aparecerem por aqui (ou qualquer, visto que basta um, munido da chave secreta para entrar no blog) não têm nada a ver comigo.
E não, nem sequer vou abordar este assunto na rádio. O espectáculo segue dentro de momentos - fora daqui. Over and out.
Há dias foi uma brincadeira. Agora é a sério. Adeusinho.
“
No Há Vida em Markl (http://www.havidaemmarkl.com).
“
Se calhar esta é que é a deixa...
A vitória nestas coisas dos blogs e dos sites da net acaba por ser sempre dos medíocres. Não há dúvida que a Internet é magnífica, mas é o local ideal para eles.
Alguém se fez passar por mim na zona de comentários de um dos posts aqui de baixo, o que significa que alguém conseguiu a minha password ou é um hacker ou - acima de tudo, esta é a hipótese mais provável - é um idiota. E eu já não vou para novo, tenho muita coisa interessante para fazer fora das virtuais paredes deste blog e não estou para perder tempo com isto.
A partir do momento em que alguém consegue ter acesso ao meu nickname e à minha password, não faz sentido continuar aqui. É uma violação de espaço inaceitável e que me faz pensar que, de facto, não vale a pena gastar tanto tempo da minha vida a fazer isto. Há muita gente que gosta deste blog e deste site e lamento que por causa de uma coisa destas elas paguem por isso, mas esta é a verdade: tenho mais que fazer. A gota de água é esta. De certa forma, é como se isto já não fosse meu. Espero que compreendam.
Vou pensar se valerá a pena continuar a usar o www.havidaemmarkl.com como arquivo dos textos das edições de rádio ou se nem isso vale a pena. Possivelmente, só vale a pena manter vivo o "podcast" - pelo menos sei que aí não há grandes hipóteses de Nuno Markls alternativos ocuparem o meu lugar na cadeira e no microfone da Antena 3.
Estou farto disto. Desculpem lá. A partir deste momento entro em blackout, pelo que quaisquer Nuno Markls que aparecerem por aqui (ou qualquer, visto que basta um, munido da chave secreta para entrar no blog) não têm nada a ver comigo.
E não, nem sequer vou abordar este assunto na rádio. O espectáculo segue dentro de momentos - fora daqui. Over and out.
Há dias foi uma brincadeira. Agora é a sério. Adeusinho.
“
No Há Vida em Markl (http://www.havidaemmarkl.com).
27/04/2006
Já Me Ia Esquecendo
Afinal até houve uma barraquita :)
Sim, no dia a seguir a ter dito que ia à praia e todos me terem respondido que ia estar mau tempo (e rogado algumas pragas de certeza), fui mesmo. E estava mau tempo, e até choveu, mas eu tinha decidido ir almoçar à praia e fui. Claro que estive no meu melhor ao trazer a parte de trás de uma cadeira (daquelas de madeira com as costas de pano) agarrada ao meu blusão! Mas só trouxe até ao pé do carro pois percebi o erro e devolvi o material “roubado”. Faço cada uma!
P.S. Hoje estou que nem posso… Depois da tempestade vem a bonança (ou então o contrário dependendo do ponto de vista) e por isso não se livram dos meus textos cedo ;)
I’m Back!
Sim, no dia a seguir a ter dito que ia à praia e todos me terem respondido que ia estar mau tempo (e rogado algumas pragas de certeza), fui mesmo. E estava mau tempo, e até choveu, mas eu tinha decidido ir almoçar à praia e fui. Claro que estive no meu melhor ao trazer a parte de trás de uma cadeira (daquelas de madeira com as costas de pano) agarrada ao meu blusão! Mas só trouxe até ao pé do carro pois percebi o erro e devolvi o material “roubado”. Faço cada uma!
P.S. Hoje estou que nem posso… Depois da tempestade vem a bonança (ou então o contrário dependendo do ponto de vista) e por isso não se livram dos meus textos cedo ;)
I’m Back!
(Des) Treza na Escrita - “Diálogo da Semana“
ELA (experimentando a lingerie nova que acabara de comprar) – Amoooor... o que é que me fazias com esta lingerie...???
ELE (deitado de papo pro ar com ar de pintas) – Eh! Tirava-lhe os elásticos, fazia uma fisga e ia às rôlas!!!!!!!!!
(Não, ele não é gay! E não, ela não lhe bateu! Acabou tudo num ataque de riso compulsivo!!)
ELE (deitado de papo pro ar com ar de pintas) – Eh! Tirava-lhe os elásticos, fazia uma fisga e ia às rôlas!!!!!!!!!
(Não, ele não é gay! E não, ela não lhe bateu! Acabou tudo num ataque de riso compulsivo!!)
E Mais?
“E mais?” Perguntam vocês. Pois que não tem acontecido nada digno de nota e a imaginação está em baixa.
Não tenho dado grandes barracas em frente a outra pessoas.
Tenho tido muito trabalhado e muitas reuniões, o que não me deixa muito tempo para bloggar.
E nem tenho acordado muito despenteada.
Enfim, uma pasmaceira…
Não tenho dado grandes barracas em frente a outra pessoas.
Tenho tido muito trabalhado e muitas reuniões, o que não me deixa muito tempo para bloggar.
E nem tenho acordado muito despenteada.
Enfim, uma pasmaceira…
Por Motivos ...
… vários, não tem sido possível actualizar aqui este cantinho à beira mar plantado com a cadência que eu gostaria.
Mas vamos então a isso:
O Infiltrado
Já fui ver e adorei. Achei a ideia muito bem conseguida e não fosse o cromo que estava ao meu lado a contar tudo à namorada (há gente muita parvinha, ele e ela, pois não foi capaz de o mandar calar e ainda lhe dava conversa) muitas das coisas teriam sido surpresa. Mas enfim, a culpa não foi do filme mas da falta de educação de quem vai ao cinema para falar, comer, e fazer tudo menos ver o filme. Então cá vai:
- O Infiltrado - **** (imaginativo)
(ultimamente dou sempre 4 estrelas… devo andar com muita sorte nos filmes que escolho)
Mas vamos então a isso:
O Infiltrado
Já fui ver e adorei. Achei a ideia muito bem conseguida e não fosse o cromo que estava ao meu lado a contar tudo à namorada (há gente muita parvinha, ele e ela, pois não foi capaz de o mandar calar e ainda lhe dava conversa) muitas das coisas teriam sido surpresa. Mas enfim, a culpa não foi do filme mas da falta de educação de quem vai ao cinema para falar, comer, e fazer tudo menos ver o filme. Então cá vai:
- O Infiltrado - **** (imaginativo)
(ultimamente dou sempre 4 estrelas… devo andar com muita sorte nos filmes que escolho)
Subscrever:
Mensagens (Atom)